Igualdade? A ver vamos.




Dizia o PS, no seu programa eleitoral, que três das “prioridades claras” consistiam em, primeiro: relançar a economia; segundo: modernizar e, finalmente, em terceiro: reduzir as desigualdades. Atentemos à última prioridade. Presumo que nesta prioridade estará albergada uma alínea que contem a promessa de que será lícito, ainda durante este mandato, o casamento civil entre duas pessoas do mesmo sexo.
E é aqui que recai sobre mim uma questão. Terá sido a inclusão desta alínea uma manobra inteligente, diga-se, de conseguir uma boa fracção de votos?

E a minha teoria passa por aqui, façamos um rewind. Professores enfurecidos, greves sucessivas, inimizade pela popular Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, o que vos parece? Até pode ser a lógica da batata, mas o facto da classe dos professores, que diga-se de passagem ser gigante, não gostar da ME do antigo governo de Sócrates pode ter feito com que o Partido Socialista tenha pensado numa estratégia que contrabalançasse a perda de votos dos professores.


Tolice? Talvez. Mas não arrumemos este palpite.
Ora vejamos, se em Portugal há cerca de 165 mil professores que, manifestamente, estão descontentes e aborrecidos com as condições de trabalho (pelo menos uma grande parte deles), não será esta uma razão mais que válida, que leve os professores a oferecer o voto a outro candidato que não ao líder do PS? Eu, se fosse professora, não pensava duas vezes.
E acredito que o governo de Sócrates estava bem ciente deste problema.


Terão os votos dos que se sentiam discriminados contribuído para a vitória do PS? É muito provável. Estratégia política? Quiçá.

Fonte Imagem - www.coiso.net

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